Wednesday, July 31, 2013

Quarta Nota - Vou te levar, Lobão

Essa música do Lobão é linda. Ele mesmo diz que fez para a esposa dele... Como é bom ter uma pessoa que nos inspira, que dá sentido às nossas palavras...

Vou te levar
Pensar em tudo que se passou,
Que se pôde sonhar e não realizou
A vida tentando escapar,
Mas não por agora

Ao mesmo tempo tanta coisa se amou,
Se refez, se perdeu, se conquistou,
Retratos estampados do nosso amor,
Em preto e branco, pregados na parede,

Revelando pra sempre a gente,
Nosso orgulho um do outro,
Olhando pra lente como quem dissesse
"não queremos mais nada nesse mundo"

E que me lembrasse a cada instante
Que valeu a pena cada lance,
E que valerá, tenha certeza, pra toda a vida

Vou levar, vou te levar,
Pra onde for, vou te levar
Vou levar, vou te levar,
Pra onde for, vou te levar

Friday, July 26, 2013

De amor a outros demônios


É da gota de chuva que escorre pela vidraça
E do suor que escapa da testa
Da gota de vinho deslizando pela taça
Do louco riso espalhando-se em festa.

É do brilho do sol atravessando a sala
Despertando a vida que começa
Do beijo que a boca cala
Do cheiro do amor que exala pela fresta

É de tudo e mais um pouco
E do universo aberto em poesia
Do gemido ardente e rouco
Do suspiro transformando-se em melodia

É da noite eterna de amores tantos
De tanto amor em um único ser
Que se fazem as madrugadas em prantos
As tardes frias de infinito prazer.

Paty - jul/2013

Wednesday, July 24, 2013

Música, combustível da vida

Concordo que a música é o combustível da vida e que é também o alimento da alma. Costumava colocar músicas aqui toda quarta-feira sob o título de "Quarta Nota". Acabou que com a falta de tempo o blog ficou desatualizado e essa seção acabou se perdendo. Estou aqui hoje, nesta quarta-feira fria, para corrigir esse equívoco e retomar essas publicações semanais.

E volto com elas de forma mais organizada. Vou eleger um cantor ou grupo por mês e as músicas serão deles. Acho que fica mais fácil de encaixar na minha correria diária se eu restringir um pouco minhas buscas. 

Sim, sinto falta dessa parte do blog. Gostava de publicar as músicas que gosto, comentá-las, deixar mensagens para quem precisasse delas. Por isso estou voltando. Porque melhor que lançar palavras ao vento é lançar notas no ar para acalmar o furacão da nossa alma...

Estamos acabando o mês já e nos resta apenas 2 quartas-feiras para publicações, mas vou publicar assim mesmo. O último show em que estive foi o do Lobão, abertura da Virada Cultural 2013 em São Paulo. Não gosto dele como pessoa, ele tem umas ideias muito furadas, além de ser um tremendo reacionário babaca, mas o show dele é fantástico e as músicas também. Gosto da maioria delas então escolhi duas para publicar no meu blog. A primeira delas é essa:

A vida é doce

Com a mesma falta de vergonha na cara eu procurava alento no
Seu último vestígio, no território, da sua presença
Impregnando tudo tudo que
Eu não posso, nem quero, deixar que me abandone
Não posso, nem quero, deixar que me abandone
Não posso, nem quero, deixar que me abandone não
Com a mesma falta de vergonha na cara eu procurava alento no
Seu último vestígio, no território, da sua presença
Impregnando tudo tudo que
Eu não posso, nem quero, deixar que me abandone
Não posso, nem quero, deixar que me abandone
Não posso, nem quero, deixar que me abandone não
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram tão depressa,
Tão depressa, tão depressa
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram depressa, depressa demais
A vida é doce, depressa demais.
A vida é doce, depressa demais.
A vida é doce, depressa demais.
E de repente o telefone toca e é você
Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia
Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega
Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada
De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona
E de repente o telefone toca e é você
Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia
Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega
Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada
De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona
Me perdoa,
Me perdoa, a vida é doce,
Me perdoa, me perdoa, me perdoa...
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram tão depressa,
Tão depressa,
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram depressa, depressa de mais
A vida é doce, depressa demais...
A vida é doce, depressa demais...
A vida é doce, depressa demais...
A vida é doce, depressa demais...


Sunday, July 21, 2013

Bilac ainda...

Vita Nuova

Se ao mesmo gozo antigo,
Com esses mesmos olhos abrasados
Mata a recordação das horas idas,
Das horas em que vivemos apartados.

Não me fale das lágrimas perdidas
Não me fale dos beijos dissipados
Há numa vida cem mil vidas
Cabem num coração cem mil pecados.

Amo-te! a febre que suponhas morta,
Revive. Esquece o meu passado louca
Que importa a vida que passou, que importa?

Se inda te amo depois de amores tantos
E ainda tenho nos olhos e na boca
Novas fontes de beijos e de prantos?

Olavo Bilac

Thursday, July 18, 2013

Poema Parnasiano

Acho que Olavo Bilac é o único poeta parnasiano que me chama atenção. Não gosto desse movimento literário, toda preocupação com métrica e poemas para objetos... Sempre achei que poesia tem que vir da alma, tem que ter paixão... E é a paixão de Bilac que me contagia... Fica aqui um dos meus poemas favoritos que conheci quando tinha uns 14 anos (faz tempo, hein???)

Inania Verba

Ah! quem há de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca não diz, o que a mão não escreve?
- Ardes, sangras, pregado a tua cruz, e, em breve,
Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava.

O pensamento ferve, e é um turbilhão de lava: 
A forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve...
E a palavra pesada abafa a ideia leve,
Que, perfume e clarão, o refulgia e voava.

Quem o molde achará para a expressão de tudo?
Ah! quem há de dizer as ânsias infinitas
Do sonho? e o céu que foge e a mão que se levanta?

E a ira muda? e o asco mudo? e o desespero mudo?
E as palavras de fé que nunca foram ditas?
E as confissões de amor que morrem na garganta?

Olavo Bilac

Obs: o título em latim quer dizer "Palavras Inúteis".

Monday, July 15, 2013

Palavras ao vento

Acorda!
No acorde do meu amor
Fiz para ti uma canção.

Para, na loucura do meu coração,
Cantar-te a a melodia dos dias
Que passei a esperar-te
A querer-te
A chorar-te

E no fim tudo, simplesmente,
Deixar-te
Para sorrir tua vida livre
Enquanto acompanho o ritimo
Das horas, sempre triste...

Perder-me na sombra das notas
Da música que hei de cantar-te
Somente para ti:
Rima preciosa da minha arte.

Paty - jul/2013

Sunday, June 30, 2013

Tempestade


"É lindo ver um raio cortando o céu em um prenúncio de tempestade.

O coração sem precaução alguma, no meio da chuva de incertezas e inundado de tristezas. A mente viajando na taça de vinho que deveria permitir as palavras saírem mais facilmente.

Os dois ali, apenas se olhando, sem coragem de falar o que deveria ter sido dito há tanto tempo.

Ela o quer, como sempre quis, mas está deveras machucada para permitir que ele se aproxime novamente.

Ele a quer, como sempre quis, mas lhe falta coragem para assumir que a estrada que pegou não era bem a que queria e sim a mais conveniente.

E a música ambiente continua. O som dos talheres nos pratos ao lado. O silêncio arrasador que confirma o fim de qualquer coisa além da amizade.

O coração sem precaução alguma...

Como seria bom ler mentes. Se cada um pudesse saber o que se passa na cabeça do outro... No coração não precisa... Isso eles sabem. Só não entendem o porquê do não...

Talvez porque tenha passado. Tenha ido...

A chuva de incertezas permanece...

Nem mesmo a taça de vinho permite a quebra desse silêncio mortal.

Ele tem medo de terminar definitivamente.

Ela tem medo que o vinho permita que ela o faça.

Não que ela queira, mas é o certo. No futuro não há mais espaço para as meninices dos adolescentes. Não importa o quão grande é o amor.

Ele não quer falar.

Ela não quer deixar.

E seguem noite a dentro enquanto os raios cortam o céu de forma tão bela no prenúncio da tempestade.

Que venha, então, já que meu coração permanece em constante tormenta..."

Paty - Textos Aleatórios

Thursday, June 27, 2013

Legendas

"É aquele lance de sempre ver um brilho doce mesmo na dor...

E fazer disso a palavra que alimenta a alma."

Paty - Legendas

Tuesday, June 25, 2013

Quem tem medo da folha em branco?



Eu não tenho medo da folha em branco, pois é ela quem me dá um mundo de possibilidades. A arte a ser criada depende de uma folha em branco para poder acontecer. Por isso deixo essa folha em branco para que eu sempre me lembre disto.

Sunday, June 23, 2013

Whitman again!


Às Vezes com Alguém que Amo

Às vezes com alguém que amo, me encho de fúria, pelo medo de extravasar amor sem retorno;
Mas agora penso não haver amor sem retorno – o pagamento é certo, de um jeito ou de outro;
(Eu amei certa pessoa ardentemente, e meu amor não teve retorno;
No entanto, disso escrevi estas canções.)

Sometimes with One I Love

Sometimes with one I love, I fill myself with rage, for fear I effuse unreturn’d love;
But now I think there is no unreturn’d love—the pay is certain, one way or another;
(I loved a certain person ardently, and my love was not return’d;
Yet out of that, I have written these songs.)

(WALT WHITMAN)

Saturday, June 15, 2013

Citações de Drummond

Neste exercício de criação a proposta é criar a partir de uma citação que eu gosto. Duas semanas pensando e, finalmente, algo me veio. Só brincando com as palavras mais uma vez.



Para abraçar-te
Para querer-te 
Para beijar-te
Para ser-te
Para viver-te
Para morar-te

Para entregar-me
Para sofrer-me
Para chorar-me
Para perder-me
Para morrer-me
Para reviver-me

Para amar-nos
Para sonhar-nos
Para sorrir-nos
Para cheirar-nos
Para ver-nos
Para encontrar-nos

Tenho os sentimentos do mundo
E apenas duas mãos.

Paty - jun/2013

Saturday, June 01, 2013

Exercício 1 - Observação


"É de quem fica ou de quem vai?
A lágrima salgada que cai..."

Paty - jun/2013


Exercício proposto no grupo de Criatividade criado pela minha amiga Sarah Helena. Se alguém mais quiser se aventurar, eis aqui a proposta:

"O que essa foto te faz pensar? 

Pode ser uma frase, um conto, um poema, uma lista de palavras, um desenho, observe a foto e tenha uma reação produtiva." 

Tuesday, May 28, 2013

Da série: Listas - Coisas para se fazer em casa

Então... O que fazer em casa quando se está de cama, sem poder sair? Se você não pode sair, não há o que fazer, então, melhor aproveitar para colocar em dia aquelas atividades caseiras que ficam sempre em segundo plano. Vamos lá:

1 - Terminar de ler aquele livro que ficou pela metade desde a sua última viagem;
2 - Assistir ou reassistir suas séries favoritas episódio após episódio sem se preocupar com o tempo;
3 - Pintar as unhas. Nada melhor do que estrear aquele esmalte novo que ainda não deu tempo de usar;
4 - Jogar video game, computador, joguinhos do facebook. Vale até o tetris no celular.
5 - Tomar um banho demorado, cuidar do cabelo, dos pés ou de qualquer outra parte do corpo que esteja precisando de atenção;
6 - Fazer testes de revista;
7 - Fazer palavra cruzada;
8 - Assistir filmes no Netflix que passaram batido pela falta de tempo de ir ao cinema;
9 - Ler as revistas empilhadas que não dava tempo para ler;
10 - Colocar o blog em dia com listas sem sentido.

É... isso é o que o tédio faz com a gente... rs.

Se tiver mais coisas para acrescentar na lista, fiquem a vontade para colocar nos comentários...

Friday, May 24, 2013

Quem é você?

Difícil falar de nós mesmos, não é verdade? Como buscar minha essência sem ser presunçosa ou humilde demais? Joguei algumas palavras em um caderno para tentar falar de mim, como proposta de um exercício de criação. Eis aqui o resultado...


"Sou uma pessoa de grandes amores, porque em relação a sentimentos, tudo em mim é exagerado.

Adoro rir. Mas não estou falando de um sorrisinho. O bom da vida é gargalhar para que os bons momentos ecoem pelos quatro cantos do mundo, contagiando quem estiver disposto a compartilhar alegrias.

Quando choro, me desmancho em lágrimas, soluçando compulsivamente para expulsar toda tristeza e desespero que me assolam. Deixo que as lágrimas formem uma cachoeira que se derrama pelas rochas incrédulas da minha face diante da poesia concreta da realidade.

Se sonho, viajo. Subo aos céus, desbravando estrelas, visitando universos desconhecidos, dançando na lua. Lanço-me ao vento, recitando poesias, colhendo gotas de orvalho. Tomo banho de chuva e roubo as cores do arco-íris para pintar o cinza das horas.

Em um momento de insanidade, destruo tudo, quebro, estilhaço, estraçalho meu coração. Volto, me revolto, não olho para trás. Fecho os olhos, nada digo... ou grito a plenos pulmões que o mundo está errado, que eu estou errado, que todos estão errados.

E minutos depois respiro, sinto o ar, sinto a brisa, sinto o sol que não para de brilhar, mesmo por detrás das nuvens. Dou meia volto, recolho tudo, caco por caco e pacientemente me refaço. Coloco tudo de volta no lugar.

Brinco como criança. Fujo para a Terra do Nunca, me escondo com os garotos perdidos e me confundo com a sombra de Peter Pan. Ouço e conto histórias, momentos vivos na memória de um conto de fadas que insiste em não acabar. 1001 noites de palavras e aventuras que me tiram o sono e me fazem tão bem.

Trabalho, me faço em duas, dez, mil, para dar conta de todas responsabilidades diárias. Meu dia tem 30 horas e mais um pouco. Sou neta, filha, tia, irmã, esposa, amiga, professora. Tudo de uma só vez. Me descabelo, tropeço, mas não caio... e se caio, levanto, sacudo a poeira e... onde eu estava mesmo?

Com os pés descalços, corro na areia para mergulhar no mar de possibilidades da vida.

E, com tudo isso, eis o que busco: uma vida intensa onde eu possa ser feliz.

Exageradamente feliz!"

Sunday, May 19, 2013

A Natureza sempre dá um jeito...


Dizem que a menor distância entre dois pontos,
é uma linha reta.
Mas o que acontece se o caminho for bloqueado?

Quando um obstáculo impede o correr do rio,
ele redireciona em zigue-zague

ao invés de seguir um curso reto.

O que para nós parece um desvio,
é para a água, o melhor caminho
da nascente ao deságue.
A natureza encontra um desvio.

Quando dois pontos devem se unir,
mas uma conexão direta é impossível,
o universo sempre acha outro caminho.

Se dois pontos são destinados a se tocar...
O universo sempre encontrará um jeito de ligá-los.
Mesmo quando tudo pareça estar perdido,
alguns laços não podem ser quebrados.

Eles definem quem nós somos e quem podemos ser.
Através do espaço, através do tempo...
Ao longo de caminhos que não podemos prever...
A natureza sempre dá um jeito.


(Autor Desconhecido)

Wednesday, May 08, 2013

Poetando Neruda



Me encante da maneira que você quiser, como você souber

Me encante, para que eu possa me dar…

Me encante nos mínimos detalhes.

Saiba me sorrir: aquele sorriso malicioso,

Gostoso, inocente e carente.

Me encante com suas mãos,

Gesticule quando for preciso.

Me toque, quero correr esse risco.

Me acarinhe se quiser…

Vou fingir que não entendo,

Que nem queria esse momento.

Me encante com seus olhos…

Me olhe profundo, mas só por um segundo.

Depois desvie o seu olhar.

Como se o meu olhar,

Não tivesse conseguido te encantar…

E então, volte a me fitar.

Tão profundamente, que eu fique perdido.

Sem saber o que falar…

Me encante com suas palavras…

Me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres.

Me conte segredos, sem medos,

E depois me diga o quanto te encantei.

Me encante com serenidade…

Mas não se esqueça também,

Que tem que ser com simplicidade,

Não pode haver maldade.

Me encante com uma certa calma,

Sem pressa. Tente entender a minha alma.

Me encante como você fez com o seu primeiro namorado…

Sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certeza.

Me encante na calada da madrugada,

Na luz do sol ou embaixo da chuva….

Me encante sem dizer nada, ou até dizendo tudo.

Sorrindo ou chorando. Triste ou alegre…

Mas, me encante de verdade, com vontade…

Que depois, eu te confesso que me apaixonei,

E prometo te encantar por todos os dias…

Pelo resto das nossas vidas!!!

PABLO NERUDA

Monday, April 29, 2013

Poetando...

É amor, eu sei!

Quando olho seus olhos
E quero te ter
Quando desejo seu corpo
Suado de prazer.

Quando quero seus lábios,
Cheios de vontade.
Quando desejo suas mãos
Tocando-me por toda parte.

Quando o desejo de estar contigo,
Faz-me pensar em ti a todo momento.
Quando existe a certeza dessas palavras
Que não ficarão apenas no vento.

É amor, eu sei!

Que a vida dança assim:
Dois prá lá e dois para cá,
E nada pode te afastar de mim.

Porque é amor, eu sei!

Paty - abril/2013

Wednesday, April 17, 2013

Poetando Whitman

Nossa, assistindo ao filme Patch Adams hoje, vi Whitman ser citado no filme e me lembrei o quanto gosto desse poeta. O mais interessante é que nunca postei nada dele... Tenho alguns poemas aqui que gostaria de compartilhar no meu blog, porém não os colocarei todos de uma vez... Será em doses homeopáticas para que o encantamento dure mais...


Estranho que passa! você não sabe com quanta saudade eu lhe olho,
Você deve ser aquele a quem procuro, ou aquela a quem procuro, (isso me vem, como em um sonho,)
Vivi com certeza uma vida alegre com você em algum lugar,
Tudo é relembrado neste relance, fluído, afeiçoado, casto, maduro,
Você cresceu comigo, foi um menino comigo, ou uma menina comigo,
Eu comi com você e dormi com você – seu corpo se tornou não apenas seu, nem deixou o meu corpo somente meu,
Você me deu o prazer de seus olhos, rosto, carne, enquanto passamos – você tomou de minha barba, peito, mãos, em retorno,
Eu não devo falar com você – devo pensar em você quando sentar-me sozinho, ou acordar sozinho à noite,
Eu devo esperar – não duvido que lhe reencontrarei,
Eu devo garantir que não irei lhe perder.
To a Stranger
Passing stranger! you do not know how longingly I look upon you,     
You must be he I was seeking, or she I was seeking, (it comes to me, as of a dream,)
I have somewhere surely lived a life of joy with you,
All is recall’d as we flit by each other, fluid, affectionate, chaste, matured,
You grew up with me, were a boy with me, or a girl with me,
I ate with you, and slept with you—your body has become not yours only, nor left my body mine only,
You give me the pleasure of your eyes, face, flesh, as we pass—you take of my beard, breast, hands, in return,
I am not to speak to you—I am to think of you when I sit alone, or wake at night alone,
I am to wait—I do not doubt I am to meet you again,     
I am to see to it that I do not lose you.

Wednesday, March 13, 2013

Coisas que aprendi com a Legião Urbana...



... A vida continua e se entregar é uma bobagem.

... Ter bondade é ter coragem.

... Somos tão jovens.

... Eu posso estar sozinho, mas eu sei muito bem aonde estou.

... Não sou escravo de ninguém.

... Cada hora que passa envelhecemos dez semanas.

... Depois de vinte anos na escola não é difícil aprender todas as manhas do seu jogo sujo.

... É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.

... Me apego facilmente ao que desperta o meu desejo.

... De nada vale fugir e não sentir mais nada.

... Os bons morrem jovens.

... Palavras: é o que o coração não pensa.

... O Infinito é um dos deuses mais lindos.

... Se fosse só sentir saudades, mas tem sempre algo mais.

... Tudo acontece ao mesmo tempo.

... O sândalo perfuma o machado que o feriu.

... Quando não estás aqui, sinto falta de mim mesmo.

... O caminho é um só.

... Por que esperar se podemos começar tudo de novo?

... O sol nasce para todos, só não sabe quem não quer.

... De nada vale fugir e não sentir mais nada.

... A juventude está sozinha.

... Mudaram as estações e nada mudou.

... Sem amor eu nada seria.

... Viver é foda, morrer é difícil.

... Mas é claro que o sol vai voltar amanhã.

... Tenho coragem e sei quem sou.

... Ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação.

... Não existe amor errado.

... O amor tem sempre a porta aberta.

... O Senhor da Guerra não gosta de crianças.

... E que música é muito mais do que só um combinado de acordes... Música é letra, é alma, é sentimento. É tudo aquilo que grita ao mundo o que está em nosso ser.

Saturday, February 16, 2013

Fascinação


"Estou aqui para enfeitiçar você.
Os sonhos mais lindos terás apenas comigo
Construirás mil castelos para mim...
O meu corpo te ilumina, te seduz.
Minhas palavras em forma de poemas te entontecem.

Cego, não tens mais saída
Mil venturas esperas viver.
Mas, meu sobrenome é ilusão
Ilusão de alguém que um dia ousou me ter."

Paty 2005

Já que não sai algo atual, que venham os antigos escritos. Esse é um pequeno rascunho que fiz para uma aula de maquiagem do Teatro quando eu estava ainda no 1o período. Meu tema era Fascinação.