Wednesday, August 28, 2013

Quarta Nota - Savin me, Nickelback

"Libertar-se... quebrar as correntes que nos prende ao passado, derrubar as paredes da nostalgia e abrir as barras das lembranças para deixar que voem para outros prados...

Loucura momentânea que constrói essa prisão, tranca o coração e aprisiona a alma. Desespero total onde a única escapatória é a salvação que vem daquele olhar, que insiste em se voltar em outra direção... Mal sabe ele que a salvação pode vir de um sorriso... apenas daquele sorriso!"

A última do Nickelback neste mês... Mas tem mais algumas músicas na minha lista que eu adoro. Portanto, em breve farei mais um mês com músicas deles.



Para acompanhar com a letra, clique aqui.

Monday, August 26, 2013

Pessoando...


Tempo, Tempo, Tempo

Tenho dó das estrelas
Luzindo tanto tempo,
Há tanto tempo...
Tenho dó delas.

Não haverá um cansaço
Das coisas,
De todas as coisas
Como das pernas ou de um braço?

Um cansaço de existir,
De ser,
Só de ser,
O ser triste brilhar ou sorrir...

Não haverá enfim,
Para as coisas que são.
Não a morte, mas sim
Uma outra espécie de fim,
Ou uma grande razão - 
Qualquer coisa assim
Como um perdão?

Fernando Pessoa

Wednesday, August 21, 2013

Quarta Nota - Never Gonna Be Alone, Nickelback

Ah, o tempo... Quem nunca temeu o tempo? Quem nunca levou consigo o arrependimento de ter dito algo, ou pior, de não ter dito... A verdade é que ele passa voando, são grãos de areia escorrendo de nossas mãos e temos que aproveitar cada segundo desse tempo para que o que reste no final não sejam apenas arrependimentos...

Adoro essa música, até gosto do clipe... mas já vou avisando que a tradução não está aquelas coisas... O importante é que dá para acompanhar a essência da música.




Para a letra, clique aqui.


Monday, August 19, 2013

Não será sempre assim


Não será sempre assim... Quando não for,
Quando teus lábios forem de outro; quando
No rosto de outro o teu suspiro brando
Soprar; quando em silêncio, ou no maior

Delírio de palavras desvairando,
Ao teu peito o estreitares com fervor;
Quando, um dia, em frieza e desamor
Tua feição por mim se for trocando:

Se tal acontecer, fala-me. Irei
Procurá-lo dizer-lhe num sorriso:
"Goza a ventura que já gozei."

Depois, desviando os olhos, de improviso,
Longe, ah, tão longe, um pássaro ouvirei
Cantar no meu perdido paraíso.

soneto: e. e. cummings
tradução: Manuel Bandeira
ilustração: Salvador Dali

Wednesday, August 14, 2013

Quarta Nota - Far Away, Nickelback

Uma única alma vivendo em dois corpos que não podem estar juntos... Como pode? Sabe-se lá a razão que a distância machuca tanto um coração. Sabe-se lá a razão para alimentar um sonho. Sabe-se lá a razão para acreditar em reencontros.

No amor nada é certo. Nada é errado. No amor, é o coração que fala e as bocas são caladas no beijo tão esperado.

Gosto de músicas românticas, de reencontros, sonhos, amores impossíveis... Acho que está aqui a razão para eu ter escolhido essa música para compartilhar no blog...



Para ver a letra, clique aqui.


Tuesday, August 13, 2013

Fotografias

Bom, para não emendar um Quarta Nota no outro sem ao menos eu ter tido a chance de publicar algo além de música, vim aqui de madrugada para atualizar o blog.

Me incomoda viver nessa correria, sem ter tempo para fazer as coisas que gosto. Mas não foi para isso que vim aqui. Afinal, estou escrevendo, não estou?

Já que eu estava falando das fotografias, fui resgatar em uma das minhas agendas da adolescência um poema/acróstico que fiz no ano de 1997. É, faz tempo...

FOTOGRAFIAS

Fotografias. São as lembranças que me restam.
Ocultas em algum lugar do meu coração
Trancadas no mais íntimo do meu ser.
O passado presente em meu futuro,
Guardando momentos tão felizes,
Recordando instantes tão mágicos.
Alma minha perdida nesses olhos,
Fogueira ardente de corpos em chamas,
Indiferentes ao tempo e ao destino.
Amor meu, há muito esquecido.
Somente lembranças nestas fotografias.

Paty - Agosto/1997


Wednesday, August 07, 2013

Quarta Nota - Photograph, Nickelback

Alguém já parou para pensar na função da fotografia na nossa vida? Por que tiramos tantas fotos? Acho que às vezes é apenas uma forma de se exibir, se mostrar. Mas para algumas pessoas é uma forma de lembrar. Como se aquele pedacinho de papel com aquela imagem congelada pudesse guardar todo sentimento e emoção daquele específico momento... E será que não é isso mesmo?



Para ver a letra, clique aqui.

Monday, August 05, 2013

Agosto

Mais um mês começando... e já passamos do meio do ano e daqui para o Natal é um pulinho... Gosto disso. Agosto é um mês considerado de azar, conhecido como o "Mês do Cachorro Louco" e por aí vai. Tudo por conta de algumas desgraças que ocorreram no mês de Agosto.

Eu prefiro pensar que, independente do que foi o passado, o início de um mês (e seja ele qual for) é mais um motivo de celebração. Celebrar o quê? Oras, a Vida! O fato de termos mais um mês inteirinho, 31 dias disponíveis para nos contagiarmos com tudo de bom que nosso dia-a-dia pode nos oferecer.

O que aconteceu no passado já foi, não volta mais... Agora, o que vai acontecer daqui por diante, são outros quinhentos.

Para desfrutar dessa oportunidade de modo satisfatório, nada como sorrir, porque "um dia sem sorrisos é um dia perdido". Nada como caminhar com Fé, porque "a Fé não costuma faiá". Nada como "viver e não ter a vergonha de ser feliz". Nada como "levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima".

Então, façamos isso. Vamos pegar esse mês e viver seus dias com intensidade para fazer a vida valer a pena.

No Quarta Nota do Blog para esse mês trarei Nickelback. Por que essa banda? Simples: porque em Setembro teremos show do Bon Jovi com abertura do Nickelback. Daí, pensei em fazer um "esquenta". Sendo assim, Agosto ficou para Nickelback e Setembro para Bon Jovi. Espero que vocês curtam a seleção que preparei para esses dois meses...

Acho que é isso por enquanto. Nos vemos em breve!




Wednesday, July 31, 2013

Quarta Nota - Vou te levar, Lobão

Essa música do Lobão é linda. Ele mesmo diz que fez para a esposa dele... Como é bom ter uma pessoa que nos inspira, que dá sentido às nossas palavras...

Vou te levar
Pensar em tudo que se passou,
Que se pôde sonhar e não realizou
A vida tentando escapar,
Mas não por agora

Ao mesmo tempo tanta coisa se amou,
Se refez, se perdeu, se conquistou,
Retratos estampados do nosso amor,
Em preto e branco, pregados na parede,

Revelando pra sempre a gente,
Nosso orgulho um do outro,
Olhando pra lente como quem dissesse
"não queremos mais nada nesse mundo"

E que me lembrasse a cada instante
Que valeu a pena cada lance,
E que valerá, tenha certeza, pra toda a vida

Vou levar, vou te levar,
Pra onde for, vou te levar
Vou levar, vou te levar,
Pra onde for, vou te levar

Friday, July 26, 2013

De amor a outros demônios


É da gota de chuva que escorre pela vidraça
E do suor que escapa da testa
Da gota de vinho deslizando pela taça
Do louco riso espalhando-se em festa.

É do brilho do sol atravessando a sala
Despertando a vida que começa
Do beijo que a boca cala
Do cheiro do amor que exala pela fresta

É de tudo e mais um pouco
E do universo aberto em poesia
Do gemido ardente e rouco
Do suspiro transformando-se em melodia

É da noite eterna de amores tantos
De tanto amor em um único ser
Que se fazem as madrugadas em prantos
As tardes frias de infinito prazer.

Paty - jul/2013

Wednesday, July 24, 2013

Música, combustível da vida

Concordo que a música é o combustível da vida e que é também o alimento da alma. Costumava colocar músicas aqui toda quarta-feira sob o título de "Quarta Nota". Acabou que com a falta de tempo o blog ficou desatualizado e essa seção acabou se perdendo. Estou aqui hoje, nesta quarta-feira fria, para corrigir esse equívoco e retomar essas publicações semanais.

E volto com elas de forma mais organizada. Vou eleger um cantor ou grupo por mês e as músicas serão deles. Acho que fica mais fácil de encaixar na minha correria diária se eu restringir um pouco minhas buscas. 

Sim, sinto falta dessa parte do blog. Gostava de publicar as músicas que gosto, comentá-las, deixar mensagens para quem precisasse delas. Por isso estou voltando. Porque melhor que lançar palavras ao vento é lançar notas no ar para acalmar o furacão da nossa alma...

Estamos acabando o mês já e nos resta apenas 2 quartas-feiras para publicações, mas vou publicar assim mesmo. O último show em que estive foi o do Lobão, abertura da Virada Cultural 2013 em São Paulo. Não gosto dele como pessoa, ele tem umas ideias muito furadas, além de ser um tremendo reacionário babaca, mas o show dele é fantástico e as músicas também. Gosto da maioria delas então escolhi duas para publicar no meu blog. A primeira delas é essa:

A vida é doce

Com a mesma falta de vergonha na cara eu procurava alento no
Seu último vestígio, no território, da sua presença
Impregnando tudo tudo que
Eu não posso, nem quero, deixar que me abandone
Não posso, nem quero, deixar que me abandone
Não posso, nem quero, deixar que me abandone não
Com a mesma falta de vergonha na cara eu procurava alento no
Seu último vestígio, no território, da sua presença
Impregnando tudo tudo que
Eu não posso, nem quero, deixar que me abandone
Não posso, nem quero, deixar que me abandone
Não posso, nem quero, deixar que me abandone não
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram tão depressa,
Tão depressa, tão depressa
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram depressa, depressa demais
A vida é doce, depressa demais.
A vida é doce, depressa demais.
A vida é doce, depressa demais.
E de repente o telefone toca e é você
Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia
Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega
Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada
De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona
E de repente o telefone toca e é você
Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia
Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega
Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada
De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona
Me perdoa,
Me perdoa, a vida é doce,
Me perdoa, me perdoa, me perdoa...
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram tão depressa,
Tão depressa,
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram depressa, depressa de mais
A vida é doce, depressa demais...
A vida é doce, depressa demais...
A vida é doce, depressa demais...
A vida é doce, depressa demais...


Sunday, July 21, 2013

Bilac ainda...

Vita Nuova

Se ao mesmo gozo antigo,
Com esses mesmos olhos abrasados
Mata a recordação das horas idas,
Das horas em que vivemos apartados.

Não me fale das lágrimas perdidas
Não me fale dos beijos dissipados
Há numa vida cem mil vidas
Cabem num coração cem mil pecados.

Amo-te! a febre que suponhas morta,
Revive. Esquece o meu passado louca
Que importa a vida que passou, que importa?

Se inda te amo depois de amores tantos
E ainda tenho nos olhos e na boca
Novas fontes de beijos e de prantos?

Olavo Bilac

Thursday, July 18, 2013

Poema Parnasiano

Acho que Olavo Bilac é o único poeta parnasiano que me chama atenção. Não gosto desse movimento literário, toda preocupação com métrica e poemas para objetos... Sempre achei que poesia tem que vir da alma, tem que ter paixão... E é a paixão de Bilac que me contagia... Fica aqui um dos meus poemas favoritos que conheci quando tinha uns 14 anos (faz tempo, hein???)

Inania Verba

Ah! quem há de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca não diz, o que a mão não escreve?
- Ardes, sangras, pregado a tua cruz, e, em breve,
Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava.

O pensamento ferve, e é um turbilhão de lava: 
A forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve...
E a palavra pesada abafa a ideia leve,
Que, perfume e clarão, o refulgia e voava.

Quem o molde achará para a expressão de tudo?
Ah! quem há de dizer as ânsias infinitas
Do sonho? e o céu que foge e a mão que se levanta?

E a ira muda? e o asco mudo? e o desespero mudo?
E as palavras de fé que nunca foram ditas?
E as confissões de amor que morrem na garganta?

Olavo Bilac

Obs: o título em latim quer dizer "Palavras Inúteis".

Monday, July 15, 2013

Palavras ao vento

Acorda!
No acorde do meu amor
Fiz para ti uma canção.

Para, na loucura do meu coração,
Cantar-te a a melodia dos dias
Que passei a esperar-te
A querer-te
A chorar-te

E no fim tudo, simplesmente,
Deixar-te
Para sorrir tua vida livre
Enquanto acompanho o ritimo
Das horas, sempre triste...

Perder-me na sombra das notas
Da música que hei de cantar-te
Somente para ti:
Rima preciosa da minha arte.

Paty - jul/2013

Sunday, June 30, 2013

Tempestade


"É lindo ver um raio cortando o céu em um prenúncio de tempestade.

O coração sem precaução alguma, no meio da chuva de incertezas e inundado de tristezas. A mente viajando na taça de vinho que deveria permitir as palavras saírem mais facilmente.

Os dois ali, apenas se olhando, sem coragem de falar o que deveria ter sido dito há tanto tempo.

Ela o quer, como sempre quis, mas está deveras machucada para permitir que ele se aproxime novamente.

Ele a quer, como sempre quis, mas lhe falta coragem para assumir que a estrada que pegou não era bem a que queria e sim a mais conveniente.

E a música ambiente continua. O som dos talheres nos pratos ao lado. O silêncio arrasador que confirma o fim de qualquer coisa além da amizade.

O coração sem precaução alguma...

Como seria bom ler mentes. Se cada um pudesse saber o que se passa na cabeça do outro... No coração não precisa... Isso eles sabem. Só não entendem o porquê do não...

Talvez porque tenha passado. Tenha ido...

A chuva de incertezas permanece...

Nem mesmo a taça de vinho permite a quebra desse silêncio mortal.

Ele tem medo de terminar definitivamente.

Ela tem medo que o vinho permita que ela o faça.

Não que ela queira, mas é o certo. No futuro não há mais espaço para as meninices dos adolescentes. Não importa o quão grande é o amor.

Ele não quer falar.

Ela não quer deixar.

E seguem noite a dentro enquanto os raios cortam o céu de forma tão bela no prenúncio da tempestade.

Que venha, então, já que meu coração permanece em constante tormenta..."

Paty - Textos Aleatórios

Thursday, June 27, 2013

Legendas

"É aquele lance de sempre ver um brilho doce mesmo na dor...

E fazer disso a palavra que alimenta a alma."

Paty - Legendas

Tuesday, June 25, 2013

Quem tem medo da folha em branco?



Eu não tenho medo da folha em branco, pois é ela quem me dá um mundo de possibilidades. A arte a ser criada depende de uma folha em branco para poder acontecer. Por isso deixo essa folha em branco para que eu sempre me lembre disto.

Sunday, June 23, 2013

Whitman again!


Às Vezes com Alguém que Amo

Às vezes com alguém que amo, me encho de fúria, pelo medo de extravasar amor sem retorno;
Mas agora penso não haver amor sem retorno – o pagamento é certo, de um jeito ou de outro;
(Eu amei certa pessoa ardentemente, e meu amor não teve retorno;
No entanto, disso escrevi estas canções.)

Sometimes with One I Love

Sometimes with one I love, I fill myself with rage, for fear I effuse unreturn’d love;
But now I think there is no unreturn’d love—the pay is certain, one way or another;
(I loved a certain person ardently, and my love was not return’d;
Yet out of that, I have written these songs.)

(WALT WHITMAN)

Saturday, June 15, 2013

Citações de Drummond

Neste exercício de criação a proposta é criar a partir de uma citação que eu gosto. Duas semanas pensando e, finalmente, algo me veio. Só brincando com as palavras mais uma vez.



Para abraçar-te
Para querer-te 
Para beijar-te
Para ser-te
Para viver-te
Para morar-te

Para entregar-me
Para sofrer-me
Para chorar-me
Para perder-me
Para morrer-me
Para reviver-me

Para amar-nos
Para sonhar-nos
Para sorrir-nos
Para cheirar-nos
Para ver-nos
Para encontrar-nos

Tenho os sentimentos do mundo
E apenas duas mãos.

Paty - jun/2013

Saturday, June 01, 2013

Exercício 1 - Observação


"É de quem fica ou de quem vai?
A lágrima salgada que cai..."

Paty - jun/2013


Exercício proposto no grupo de Criatividade criado pela minha amiga Sarah Helena. Se alguém mais quiser se aventurar, eis aqui a proposta:

"O que essa foto te faz pensar? 

Pode ser uma frase, um conto, um poema, uma lista de palavras, um desenho, observe a foto e tenha uma reação produtiva."