Sunday, October 30, 2016

A chama do amor

Como é doce viver de amor
E ao mar se entregar
No céu de estrelas dançar,
No chão de poesia sentir o calor

Dos corpos em chama ardente
Dos olhos onde brilha o desejo
O mundo que pára por um beijo
Que ao toque suave se acende

O prazer que escorre na pele,
Preenchendo o corpo que se liberta
No gemido que se esvai na hora certa
No gozo quente que a alma expele.

Corpo e alma e coração
Na dança do amor que não finda
Energia suprema que permanece ainda
Na vida, na mente, na oração.

Paty - out/2016





Wednesday, May 25, 2016

Quarta Nota - When you sleep, Mary Lambert

Quando você dormir

Um pé na frente do outro
Continue respirando como te ensinaram
Você pediu educadamente para dar uma volta comigo
Eu teria me casado com você ali debaixo das árvores
É real tudo isso?
É real tudo isso?

Eu poderia fazer você feliz
Eu poderia fazer você me amar
Eu poderia desaparecer completamente
Eu poderia ser sua canção de amor
Eu poderia ser o seu passado
Eu poderia ser um fantasma no seu tímpano
Quando você dormir, será comigo?
Quando você dormir, será comigo?

Eu podia jurar que te vi em um sonho
Todo vestido de branco e sorrindo
Você pediu educadamente para dar uma volta comigo
E eu me casei contigo ali, embaixo das árvores
Você consegue sentir as batidas do meu coração
Batendo através de mim?
Você consegue sentir as batidas do meu coração
Batendo através de mim?

Eu poderia fazer você feliz
Eu poderia fazer você me amar
Eu poderia desaparecer completamente
Eu poderia ser sua canção de amor
Eu poderia ser o seu passado
Eu poderia ser um fantasma no seu tímpano
Quando você dormir, será comigo?
Quando você dormir, será comigo?

Como que eu sentia sua falta
Quando eu não te conhecia?

Eu poderia fazer você feliz
Eu poderia fazer você me amar
Eu poderia desaparecer completamente
Eu poderia ser sua canção de amor
Eu poderia ser o seu passado
Eu poderia ser um fantasma no seu tímpano
Eu poderia fazer você feliz
Eu poderia fazer você me amar
Eu poderia desaparecer completamente
Esteja comigo
Quando você dormir
Esteja comigo


Saturday, April 30, 2016

A Intermitência da Palavra


A noite segue,
Convida ao enlace.

Me abrace!
Conforte meu coração!

Não fale!

Deixa o silêncio se expressar,
Beijar seus lábios com paixão
E no toque das mãos,
Dos corpos que se perdem
E se elevam
No universo de prazer,
Deixa o instante acontecer.

E no ápice do momento,
Não fale,
Não prometa,
Não se comprometa.

Apenas olhe
O amor que acontece
E permanece
Nas linhas do tempo
Na espera inquieta
Das almas que
Se perdem na distância
Para se reencontrar
Na eternidade.

Não fale!

Paty - 2016

Thursday, March 31, 2016

Silêncio


Silêncio

Tudo foi dito, 
Tudo foi escrito,
Ficou na espuma
Da onda na praia,
Na luz do luar,
Na lágrima do olhar,
No coração partido
E arrependido de partir.

Silêncio
Na penumbra do ocaso,
No acaso da vida,
Na estrada vazia,
Na palavra sentida,
No pensamento que não cessa,
Na porta que se fecha
Longe de ti.

Silêncio,
O sol já vai nascer!

Paty - 2016

Wednesday, February 10, 2016

Palavras sem rumo


Escrevo sem rumo, nem rima,
Sem nexo ou verso
E deixo que as palavras sigam
Rumo ao universo.

Sigo na linha, no traço,
No passo de uma estrada
Tão vaga, tão escassa,
Que se desmancha no nada.

No compasso do risco
Arrisco um salto,
Uma rima, um cisco,
Um tiro pro alto.

Quem sabe, vadia,
Se perca na noite,
Palavra vazia
Empunhando o açoite.

Quem sabe de dia,
Te encontre sem saída,
E repouse na sombra
Dessa vida bandida.

Quem sabe assim sossega
Se aconchega, se recolhe
Nos braços de uma paixão cega
No amor que nunca morre.

Paty - fev/2016

(Baby, I'm back!)









Friday, January 01, 2016

2015: Uma breve retrospectiva; 2016: cor e amor


Ouvi há um ano atrás que 2015 seria um ano de perdas... e foi. Eu, particularmente, perdi bens pessoais, pessoas, bens materiais.

Logo no segundo mês do ano foi tirada uma vida tão jovem do nosso convívio familiar. Minha prima foi mais uma vítima da violência doméstica causada por um ciúme irracional e doentil... E doeu... doeu muito mais do que eu imaginei, pois fiquei dias me perguntando porque eu não fui vê-la antes disso tudo acontecer e que eu jamais teria essa chance novamente. Prometi a mim mesma que iria viajar para o interior de São Paulo para visitar meus primos, evitar que isso acontecesse de novo, que eu não tivesse tempo para um abraço caloroso e uma risada gostosa que vão me fazer tanta falta. Ainda não o fiz, mas que fique de resolução para esse novo ano. Visitar aqueles com os quais me importo.

No terceiro mês do ano, perdi meu carro. Um acidente absurdo que eu mesma causei sozinha, mas que graças à Deus, e toda proteção que tenho, saí ilesa. Só o carro que sofreu e, faltando 6 meses para quitar a dívida dele, fui forçada a trocar de automóvel e prorrogar a dívida um pouco mais.

No meio do ano, mais uma perda. Minha tia que sempre esteve presente, festejando e brincando conosco em todas as festas, deu entrada no hospital com tumores na cabeça... e de lá não saiu mais como gostaríamos. Ficou a saudade e as lembranças de tantos momentos que passamos juntos.

Logo depois, mais uma amiga, que lutava contra um câncer muito agressivo. Chegou a se recuperar, vimos um resquício de esperança para que ela pudesse criar sua filhinha que fez 1 aninho. Mas essa doença não tem piedade e se mostrou de uma forma muito mais dura que ela pôde suportar.

Isso sem contar os perfis de luto nas redes sociais e o adeus de famosos de todas as idades, até nos últimos dias do ano!!!

Mas um ano tem 365 dias e não pode ser considerado apenas por coisas ruins. Tanta gente dizendo que 2015 foi péssimo, foi horrível e talz.

Apesar de tudo, tive momentos muito bons, venci distâncias, fiz novos amigos, e construí laços que sei que permanecerão, e tive minha primeira festa de aniversário em um buffet infantil, com direito a decoração de princesas e fantasias.

Fui em shows que esperava há tempos e shows que eu nem imaginava que um dia teria a oportunidade de ir.

Foo Fighters que eu esperava tanto para ver ao vivo, chegou como meu presente de aniversário. Meu primeiro Rock n' Rio esse ano e a vontade imensa de não perder nunca mais um evento como esse. E a minha doce e adorada Legião Urbana num tributo aos 30 anos de lançamento do primeiro disco. Não, não é a mesma coisa sem o Renato... Porém, jamais terei a chance de ver essa banda completa no palco. Foi como pôde ser e foi maravilhoso o show. Cantar e me emocionar com Dado e Bonfá, que merecem carregar esse nome, esse logo e nos proporcionaram essa homenagem tão linda.

Esse ano que passou também deve ser lembrado pelas experiências de viagens. Tive a oportunidade de desbravar a Ilha da Magia e Santa Catarina, desde o seu litoral até a Serra. Até no Oeste fui me perder para ver o meu time jogar em Chapecó. E fomos ainda além da fronteira, chegando até Gramado e Canela numa viagem de sonhos pelo Sul.

Sendo assim, só espero que nesse primeiro dia do ano, eu possa estar com todo gás, com o pé direito, com toda paixão e vontade para aproveitar esses 366 novos dias para VIVER, porque eu tenho sede e fome de VIDA!

Que esse ano me traga mais oportunidades e que eu possa agarrá-las com toda força, que eu tenha coragem para gargalhar com vontade na alegria e me reerguer apesar das lágrimas.

Mudanças eu sei que existem... todo novo ano traz mudanças... então, que eu possa estar aberta a tudo de novo que vem pela frente, que eu possa estar disposta e de cabeça erguida para não hesitar... e se eu parar, que seja apenas pelo tempo necessário de pegar o impulso para o salto.

Vamos saltar as sete ondas, os obstáculos, os medos, a ignorância para abraçar com tudo o AMOR que é o que realmente move o mundo e colore a nossa vida!

Em 2016 é isso que eu quero: mais cor e mais amor, por favor!


Thursday, December 31, 2015

Adeus Ano Velho

Último dia do ano... Não irei lamentar 2015, como nunca lamentei ano nenhum... Foi-se, acabou.

Valeu por muito que passei... de bom e de ruim. A gente vive, aprende, escolhe. A cada ano é a mesma coisa. E só fica o agradecimento por ter chegado novamente a mais um Réveillon.

Agradecer... Em um tempo em que as pessoas só pensam em cobrar, custa-se muito lembrar de agradecer. A cada um dos 365 dias. Pessoas se foram, não tiveram a mesma sorte de chegar neste dia neste plano... Mas a gente teve: eu, você que está lendo. Estamos aqui para contar mais um ano de histórias.

Li dia desses uma citação do ator Richard Gere que dizia que envelhecer é um privilégio concedido a poucos... E me peguei pensando sobre isso... E concordei.

Qual seria a opção oposta a envelhecer?

Pois é... Eu não sei você, mas eu ainda quero ver muitos anos chegando ao fim, quero ver o mundo se iluminando com os fogos sem barulho tomando conta de todas as cidades, quero colecionar muitos cabelos brancos (que serão devidamente pintados) e muitas histórias para contar para meus sobrinhos e afilhados e para os filhos deles... Porque melhor do que ler e estudar sobre história é poder contar a história que foi vivida... tem muito mais cor, é muito mais verídico!

Por isso, desejo a todos um ano cheio de histórias novas para contar... ou histórias velhas para serem recontadas... pois sempre ficam alguns detalhes para serem amarrados e recoloridos.

Feliz 2016 a todos!!!


Tuesday, December 15, 2015

Azul é a cor mais quente



"Eu às vezes me confundo
Entre o espaço e o oceano
Obeservo bem a fundo
E no azul profundo
Ora sou Céu, ora sou Mar
E qualquer que seja o lugar,
Sei que te amo!"

Paty - dez/2015


Saturday, November 28, 2015

Monday, November 23, 2015

The storm inside

"Aos olhos nus, não passava de uma chuva repentina, mas aqui dentro soava como uma tempestade..."


(Clarice Lispector)


Thursday, October 15, 2015

A paz de te amar

Quero deitar sobre teu corpo
Descansar minha cabeça em teu peito
Acariciar-te com meus dedos
Tocando-te com muito jeito

Beijar seus lábios com doçura
Encontrar-me em seus desejos
Abraçar-te com carinho
Perder-me em seus beijos

Afogar-me em sua boca
Em uma louca obsessão
Escutando em seu peito
As batidas de seu coração

E, sem nenhuma preocupação,
Deixar o dia amanhecer
E encontrar ao seu lado
A verdadeira razão de viver!

Paty - set/94

A minha face de adolescente-poeta... ou poeta-adolescente... quem sabe?

Tuesday, September 29, 2015

O amor errado

O amor errado é aquele que tinha tudo para dar certo... mas deu errado.

Seja por uma brincadeira do destino, ou o desencontro de idades ou a falta de maturidade de um deles (ou de ambos).

O interessante é perceber que o amor errado não deu certo por qualquer motivo, menos pela falta de amor.

O amor errado é cheio de desencontros:

- Estou pronto!

- Eu ainda não...

- Agora estou!

E o outro acabou dormindo no ponto. Não é má vontade ou falta de amor, mas acontece assim. Ou melhor, não acontece.

É nessas horas que a culpa cai nos ombros do destino: foi ele quem não quis... Porque eles... ah, eles queriam muito! Nasceram um para o outro... e que casal lindo eles formam!

Ops, formavam! Porque esse é o conto do amor errado.

Mas se esse é o conto do amor errado, como fica?

Não fica!

Como faz?

Não faz!

Aliás, faz sim... transforma em amizade. Pega-se a avalanche de sentimentos e escava-se até achar a luz no fim do túnel. É lá que mora a amizade, o consolo dos amores errados.

O bom é que o amor errado, certamente é a amizade perfeita e é construída por aquelas pessoas que se entendem perfeitamente e sabem o que acontece uma com as outras. Que estão sempre de mãos estendidas e corações abertos. São duas ou mais pessoas que vivem, sentem, respeitam e seguem cada qual a sua vida, mas como se fossem apenas uma, sempre em contato, participando das vidas umas das outras, porque a cima de tudo se amam intensamente.

É como se fosse uma única alma que ao escolher viver novamente na terra, aceitasse se dividir em quantas partes fossem necessárias para dar conta das tarefas terrenas e, na sua caminhada, fosse reconhecendo suas partes perdidas.

O amor errado ou a Amizade Perfeita é justamente isso: a alma que se dividiu em partes e aos poucos vão se reencontrando, se juntando, se reunindo, se amarrando forte com o laço da amizade que manterá essas partes atadas para sempre.

Saturday, August 01, 2015

Ser ou não ser, eis a questão.


Realmente eu não sei em que livro está escrito que a felicidade e o amor só podem ser verdadeiros através da maternidade.

Sim, tocarei num assunto que, para mim, está muito bem resolvido, mas que incomoda as pessoas de uma maneira geral.

No tardar dos meus 30 e poucos anos decidi terminantemente que a maternidade não era prá mim. Não é, ponto! Mas as pessoas tem uma dificuldade imensa de aceitar que uma frase dessas vindo de uma mulher é uma decisão pensada.

As pessoas, principalmente as mães, se indignam de tal forma que não consideram que essa decisão foi tomada "porque sim". Todos tentam achar um motivo para que a mulher não queira ter filhos. "É algum problema de saúde? Ah, mas você vai mudar de ideia. Ah, você só vai saber o que é amar de verdade depois de ter um filho."

Really? Desculpe frustar todos os argumentos das mamães de plantão, mas eu já considerei todas opções. Ser mãe é mais do que acordar a noite e perder suas horas de sono e blá blá blá... É claro que sei que é. Acredito piamente que ser mãe é uma felicidade indizível, um amor inigualável... eu acredito quando minhas amigas, minha mãe, diz isso. Mas não estou disposta a encarar tudo isso. Não estou disposta a abrir mão do que sou e de quem eu sou por uma outra pessoa. É egoísmo, eu sei, mas, não quero!

Não é que eu nunca quis ser mãe. Eu já quis... e muito. Em outros relacionamentos. Eu já planejei uma vida diferente, quando criança achava que a vida era isso: me formar, casar, ter filhos, morar na praia e ver as crianças crescerem construindo castelos de areia.

Acontece que eu fui crescendo e mudando minha forma de ver o mundo, de agir no mundo, de querer do mundo. Hoje o que eu quero, o que eu sou, meus objetivos não combinam com a maternidade. Não casam...

Em outros relacionamentos eu planejei ter filhos. E, realmente, eu os queria. Mas os planos para os outros relacionamentos não se encaixam no meu atual. Se eu estou com uma pessoa diferente, porque não posso planejar coisas diferentes também? E te garanto, sou tão feliz nesse relacionamento sem filhos, como eu teria sido em outros com crianças.

A questão é que o mundo mudou. Hoje em dia a mulher não fica só em casa para cuidar dos serviços domésticos e do marido e das crianças. Imagino que vida tediosa essas mulheres tinham. Claro que ter filhos nessa época era algo fenomenal, uma felicidade indizível, um amor maior que o mundo. Ter filhos era o diferencial para essas mulheres, evitar a rotina.

Hoje em dia há tanta responsabilidade nos ombros femininos além de cuidar da casa que não me espanta que haja tanta mulher passando para o lado do "não à maternidade".

Sério, eu mal dou conta de trabalhar fora, cuidar de mim e do meu marido e do meu lar, ainda querem colocar uma criança no meio? E ainda, uma criança que vai depender de mim pelo menos pelos próximos 18 anos e mesmo quando não depender mais, eu vou continuar me preocupando com cada passo que ela dá.

Ah, mas a felicidade de ser mãe compensa!!!

Olha, querida, deixa eu te contar uma coisa: A felicidade de não ser também compensa.

Quando as pessoas vão entender que felicidade, amor, maternidade, não precisam estar juntas? Ter filhos ou não ter filhos vai te dar possibilidades diferentes de felicidade. A gente só tem que escolher aquela que mais lhe convém.

Eu só queria que as pessoas parassem de me olhar com certa pena por ter tomado uma decisão dessas. Não tenham pena de mim. Foi uma decisão pensada e considerada... e posso sim mudar de ideia um dia, por que não? Eu tenho só 36 anos, ainda dá tempo.

Posso me arrepender se eu mudar de ideia quando já for tarde demais? Claro que pode me acontecer... mas filho não precisa ser gerado dentro de mim para ser filho certo? Estou ciente que o processo de adoção é demorado e as vezes até falho, mas vai ser a única opção que vai me restar. E vou ter que lidar com o que eu tiver nas mãos.

O que estou dizendo é que quero ser respeitada na minha decisão sem ter que ver aquele olhar de piedade ou sem ter que escutar que eu nunca vou saber o que é felicidade completa. Gente, que apelo emocional mais sem sentido. Com tantas formas de vermos e vivermos no mundo, sério mesmo que a felicidade se resume a só uma possibilidade?

Por isso, querem ser mães, sejam mães! Não querem, estejam bem certas disso porque a sociedade vai te julgar e te pressionar a mudar de ideia e se você não for forte o suficiente nos seus propósitos pode, sim, vir a ser uma mãe relapsa, como muitas mães de alunos que conheço. Não tenho dúvidas que essas mães também amem os seus filhos mais que tudo, mas  mudar o seu caminho de forma forçada pode te causar grandes frustrações como mulher e como pessoa.

Monday, July 20, 2015

Carta de Despedida

A gente nunca sabe quando será a última vez que encontraremos uma pessoa. Jamais pensei que aquela seria sua última festa.

E como fiquei feliz em te encontrar lá, poder, mais uma vez brincar, sorrir, te abraçar...

Você compartilhou momentos importantes e mágicos da minha vida. Esteve no meu casamento, me viu de princesa ao completar 36 aninhos, cantou parabéns comigo. Como eu poderia imaginar que seria a última vez que te teria no meu aniversário?

Ainda bem que pude aproveitar cada reencontro.

Você era a pessoa que sempre estava lá para comemorar. E é essa a lembrança que guardarei comigo. De como foi divertido te ter ali, de estar contigo em todos esses momentos.

Sentirei sua falta nas giras também. Da sensação de bem estar que suas entidades me transmitiam. Como eu sentia a força do seu Caboclo "Sete Flechas", como eu ficava admirada de ver sua Iansã dançar.

Agora, você rompeu as barreiras entre você e eles... Não se pode estar dos dois lados: Para estar com uns, é necessário deixar outros... E nós ficaremos com a saudade e responsáveis por cultivar a sua lembrança e toda alegria que tinhas.

Talvez tenha faltado eu te dizer com todas as letras um "Eu te Amo", mas espero que tenhas entendido isso a cada abraço, a cada beijo que te dei.

Obrigada, tia, por esses momentos tão marcantes, por sua passagem e presença em nossas vidas. Vá em paz e esteja certa que estaremos todos juntos novamente, quando nós também tivermos terminado nossas missões neste plano. Também estou certa de que receberás esta carta no momento certo. Não duvido disso nem por um segundo,

Até mais, tia Rosely!

Friday, June 12, 2015

Declaração de Amor


"O que importa o que passou?
E o que vem, o que importa?
Meu Aqui e Agora é contigo...

Contigo, o futuro se constrói perfeitinho,
Aos poucos,
Nos mínimos detalhes do dia-a-dia.

Contigo, o passado é apenas
Uma breve lembrança perdida
Em meio a bruma do esquecimento."

Paty - 12.06.2015

Ao meu esposo no Dia dos Namorados. Te amo!

Thursday, May 14, 2015

Eu me casei com o Mar.


Eu me casei com o mar
E construí meu sonho de felicidade
Na espuma das ondas
Que morrem na praia...

Eu me casei com o mar,
Sob a luz da lua cheia
E fizemos promessas de eternidade
Nos castelos de areia
Que o vento leva...

Eu me casei com o mar
E adormeci nos braços
De um sonho sem fim
Para acordar no colo da realidade
E viver uma vida sem ti.

Eu me casei com o mar
Para aguardar o amanhecer
Onde sei que hei de te reencontrar.

Paty - maio/2015

Criação a partir da figura em questão

Saturday, April 18, 2015

Brincando



Descobrindo novas formas de brincar com as palavras!!!

Adoro isso!!!

Sunday, March 01, 2015

Palavras ao vento


Palavras que esbarram em nossa essência
E que agarram nossa carência
São só palavras aladas ou caladas.
Voam ou se enterram?

As que escapam voam,
Pelo céu e pelo mar,
Livres como devem ser...

(Sem autor)


Wednesday, February 18, 2015

Coisas que aprendi - parte 2

E nessa caminhada, eu aprendi...

... que não se morre de amor;

... que é possível ouvir estrelas;

... que a lua é a melhor confidente dos amantes;

... "que a vida continua e se entregar é uma bobagem" (Renato Russo);

... que o mar esconde os segredos dos corações partidos e acolhe as lágrimas de almas despedaçadas;

... que um amigo verdadeiro vale mais do que todo ouro do mundo;

... que a amizade não se compra nem se vende;

... que a distância não existe para aqueles que se entregam a um amor ou amizade verdadeira;

... "que a vida podia ser bem melhor e será";

... que dinheiro não cai do céu e nem dá em árvore;

... que cuidar do próprio corpo não é uma questão de estética, mas de saúde;

... que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é;

... que não se ensina nada a quem não quer aprender;

... que política, religião e futebol devem ser discutidos, mas com pessoas que estejam dispostas a ouvir e considerar os argumentos do outro.

... que para discutir religião, futebol e política você deve estar disposto a ouvir e considerar os argumentos do outro;

... "que o ódio não é o real, é a ausência de amor que o faz existir" (Raul Seixas);

... que depende apenas de nós para fazer o nosso dia brilhar;

... que as nuvens existem, porém o sol continua brilhando por trás delas;

... que não há nada como um dia após o outro com uma noite bem dormida no meio;

... que quanto mais olho ao meu redor, mais aprendo, portanto, uma hora dessas eu volto com a parte 3.


Friday, January 30, 2015

Leituras de 2014


Bom, o ano que passou foi um ano bem proveitoso com relação a leituras para mim. Li como há muito tempo eu não lia. Foram 11 livros no ano todo... Onze!!! Quase um livro por mês! Há tempos não me restavam momentos no dia para me dedicar a esse hobby que acabou esquecido no tempo... (e na falta dele...)

Fique bem orgulhosa de mim. Tanto a ponto de escrever um post sobre esses livros. Para quem interessar possa, seguem os títulos que li com uma breve consideração em cada.

- Eu sou Ozzy, Ozzy Osbourne - Auto-biografia dessa figura bizarra do Rock n' Roll. A história é bizarra como ele e tem momentos que realmente não dá para saber se os relatos são sobre algo que  aconteceu mesmo ou se existe uma mistura de ilusões criadas pelo uso constante de bebidas e entorpecentes. Ele relata como sendo reais...Tudo bem que fica um pouco maçante a parte que ele relata dos momento de embriaguez dele... Acaba sendo mais do mesmo, mas vale a pena conferir. O cara é completamente maluco e nos faz questionar como ele ainda está vivo.

- As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley - Coleção de 4 livros com os subtítulos de: "A Senhora da Magia", "A Grande Rainha", "O Gamo-Rei" e "O Prisioneiro da Árvore". Não tem como ler um e não ler os próximos. É uma história ótima para quem gosta de literatura fantástica. Lancelot é um cavaleiro apaixonante, bem como a bruxa Morgana. Guinever é de dar nos nervos e em vários momentos há de se desejar a morte dela e Rei Arthur é o Rei de Camelot... Nestes quatro volumes encontramos a histórias desses personagens que conhecemos desde sempre, pois são citados em várias outras histórias, desde livros até desenhos como Pica-Pau.

- A Colônia de Maria, Elaine Paceli -  É um livro umbandista que mostra a vivência no pós vida, como as coisas acontecem na Colônia da conhecida Maria Padilha. É um livro bem mal escrito, mas é um bom estudo para entender como funcionam as coisas do outro lado, como se recebem, recrutam e tratam dos desencarnados que chegam precisando de orientação e tratamento. É um livro bem mal escrito.

- Trilogia Cinquenta Tons de Cinza, E. L. James - Composta por "Cinquenta Tons de Cinza", "Cinquenta Tons Mais Escuros" e "Cinquenta Tons de Liberdade" - Finamente me rendi à curiosidade e fui ler para ter minha própria opinião dos livros, já que uns falavam tão bem e outros execravam os livros. Sim, são livros fortes, com cenas pesadas, mas nos dias de hoje, não sei como as pessoas ainda se chocam com o que leem. Sim, com o que leem, porque ver na novela, na série, nos filmes pode... Sei-lá, acho que existe um falso moralismo por baixo das críticas. Com tudo de violência que vemos hoje em dia (e a qualquer hora do dia), as pessoas ainda se chocam quando se fala de sexo. Bom, a verdade é que existe uma história além de toda pornografia... Não é uma grande história, capaz de se manter por uma trilogia, mas tem. No primeiro livro é envolvente, você torce pelos personagens e tudo mais. Nos demais, as cenas de sexo começam a ficar maçantes a ponto de se pensar: "Porra, de novo?". E o suspensezinho que a autora tenta criar, passa longe de algo envolvente. Bom, opinião de quem está acostumada com Aguatha Christie e Sir Connan Doyle, sorry! Poderia muito bem pegar o início do segundo livro e o final do terceiro, ter colocado como parte do primeiro e voi-là!!! Poderia ter me poupado tempo para ler outros títulos mais interessantes... Agora que venha o filme.

- Se eu ficar, Gayle Forman - Nunca tinha ouvido falar desse livro, nem sabia que existia filme. Mas ganhei de uma amiga (valeu, Carlinha!) e gostei bastante da história. É algo no sentido de "Se fosse verdade" (o livro, não o filme). A história de uma garota que está entre a vida e a morte depois de um terrível acidente de carro onde ela perdeu o pai, a mãe e o irmão mais novo. Ela fica com aquele eterno dilema: ir ao encontro deles ou ficar e tentar levar uma vida normal. Claro que para eu ter gostado do livro ele teve um final feliz. Não falarei mais nada para evitar spoilers...

- A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak - Então... Eu já tinha dois exemplares desse livro em casa e tinha me recusado terminantemente a ler por conta da época que se passa a história. Esse lance de judeus e Hittler e Nazismo, é sempre algo muito pesado prá mim, geralmente me deixam mal. Porém, ganhei um terceiro exemplar da minha comadre e grande amiga (valeu, Márcia) e decidi que era hora de passear pelas páginas desse livro. E não me arrependi. Um dos melhores livros e mais poéticos que já li na minha vida. Quando virei o livro (coisa que ainda não tinha feito) e li aquela frase na contra-capa: "Quando a morte conta uma história você deve parar para ouvir", aguçou a minha curiosidade a tal ponto que eu sabia que não poderia mais fugir. E li, e me envolvi, e me deliciei com a história contada pela "Morte"... Cara, que ideia genial colocar a Morte como narradora, principalmente nesse período negro na história da Humanidade. E ela era de uma delicadeza e de uma sutileza na sua narrativa que era impossível vê-la com olhos que não fossem de compaixão e piedade. E, apesar de tudo, o final consegue ser tranquilo e apaziguador. Sim, livro fantástico! LIVRO, não filme! O filme eu dormi no meio...

Foram esses os meus livros de 2014. Já comecei o repertório deste ano... Vamos dizer que minhas férias estão sendo bem produtivas... Daqui há 12 meses eu volto a falar disso.